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Pesquisa

Módulo de pesquisa para PrestaShop, e o tema não dá por isso

A pesquisa passa a ser servida por fora, sem tocar no tema nem na estrutura do catálogo. O que muda para quem compra, o que muda para quem gere, e o que fica na mesma.

Daniel Silva Buskara
13 min de leitura
O módulo para PrestaShop já está disponível, e o tema não dá por isso

Em resumo

  • O módulo faz três coisas: liga a loja à conta, mantém o catálogo indexado, e injeta uma tag de script. Não altera o tema nem a estrutura do catálogo.
  • A barra de pesquisa do tema fica onde está. Muda quem responde a ela, e isso é uma linha de configuração, não um redesenho.
  • Instalar não muda nada para os visitantes. O layer só aparece quando é ligado, e dá para o experimentar em produção só para um endereço IP.
  • Compatível com PrestaShop 1.7.6 e superior, incluindo a linha 8 e a linha 9.
  • Desinstalar limpa a configuração local e devolve a pesquisa à plataforma. Não há nada preso.

Instalar um módulo de pesquisa no PrestaShop tem má fama, e com razão. Costuma envolver mexer no tema, aprender uma linguagem de templates que não é a da plataforma, e descobrir três meses depois que uma atualização partiu a integração.

O módulo do Buskara foi desenhado para não ser isso. Substitui a pesquisa do PrestaShop sem tocar num único ficheiro do tema, e este artigo explica o que ele faz, o que não toca, e o que muda depois de estar ligado.

O que o módulo de pesquisa faz, e o que não toca

Três coisas, e nada mais:

  1. Liga a loja à conta. Um clique em Ligar ao Buskara e a loja apresenta-se: endereço, versões, lojas, línguas e moedas. Recebe de volta o seu identificador e um motor de pesquisa por cada combinação de loja, língua e moeda. Não há nada para criar à mão do lado de cá.
  2. Mantém o catálogo indexado. Guardar, apagar ou mudar o stock de um produto empurra a alteração na hora. Para além disso há uma sincronização periódica e um botão de reindexação completa.
  3. Injeta uma tag de script. Uma só, em cada página, e apenas quando o interruptor do layer estiver ligado.

O que fica exatamente como estava importa tanto como o que muda:

Fica na loja Passa a correr fora dela
O tema, os templates e o CSS O índice de pesquisa e a correção de erros
A estrutura do catálogo, atributos e stock As regras de merchandising e os sinónimos
O carrinho e o processo de compra O assistente e os relatórios
As encomendas e os dados dos clientes As contagens por faceta e a ordenação

A barra de pesquisa do tema do PrestaShop não é substituída nem movida. Continua no mesmo sítio, com o mesmo aspeto; o que muda é quem responde quando alguém escreve nela. Se o seletor por omissão não apanhar a barra de um tema menos convencional, ajusta-se num campo de texto, e o assunto está tratado em aparência e integração no tema.

A pesquisa que vem com o PrestaShop

Antes de dizer o que muda, convém ser justo com o que já lá está, e a melhor fonte para isso é a documentação da própria plataforma.

A pesquisa nativa do PrestaShop é um índice de palavras que se configura em Parâmetros da loja. A documentação oficial descreve as peças: define-se o comprimento mínimo das palavras que entram no índice, recomenda-se limitar o comprimento máximo a 15 caracteres para a pesquisa aproximada se manter rápida, e o índice pode ser reconstruído a partir do back-office quando as contas não batem certo.

Para as gralhas, a plataforma oferece aliases: uma lista onde se escreve a palavra com erro e a palavra correta a que ela deve apontar. É uma solução honesta e funciona. O que ela pede é que alguém se lembre de cada erro antes de um cliente o cometer.

É aí que está a diferença de fundo, e não é uma questão de qualidade de código:

Pesquisa nativa Com o módulo
Gralhas Lista de aliases escrita à mão, erro a erro Tolerância automática, que cresce com o comprimento da palavra
Vocabulário diferente Aliases, também à mão Sinónimos, com sugestões tiradas das pesquisas que falharam
Índice Reconstrói-se a partir do back-office Acompanha o catálogo em tempo real
Pesquisas sem resultados Não há relatório próprio Lista classificada por tipo de problema
Perguntas que não são produtos Sem resposta Conteúdo indexado, base de conhecimento, redirecionamentos
Custo Já está pago Plano mensal

A última linha é a mais importante da tabela e não deve ser escondida. A pesquisa nativa não custa nada e, numa loja com duzentos produtos e um vocabulário estável, costuma chegar perfeitamente. O caso para a trocar aparece quando o catálogo cresce, quando o vocabulário do cliente se afasta do vocabulário do fornecedor, ou quando ninguém tem tempo para manter uma lista de aliases.

O que muda para quem compra

A parte visível é a que se descreve em duas linhas: a pesquisa responde enquanto se escreve, e responde a mais coisas.

Escreve-se mal e encontra-se na mesma. A tolerância a gralhas é automática e proporcional ao comprimento da palavra, o que evita o problema clássico de corrigir de mais: «anel» e «anal» distam uma letra e não são a mesma pesquisa, por isso em palavras curtas não se tolera nada. A mecânica está em porque é que a correção de erros não pode ser silenciosa.

Descreve-se em vez de nomear. «Uma coisa para pendurar bicicletas na garagem» não tem nenhuma palavra em comum com a ficha do produto. É a categoria de pesquisa que os catálogos servem pior: no benchmark de pesquisa do Baymard Institute, 43% dos sites avaliados têm problemas com pesquisas por caso de uso e 39% com pesquisas por característica.

Pergunta-se pelo que não é produto. «Quanto tempo demora a entrega» é escrito na caixa de pesquisa com muito mais frequência do que se imagina, e com o conteúdo da loja indexado a resposta aparece nos resultados, num bloco à parte que não rouba lugar aos produtos.

A coluna de filtros sai da pesquisa e não da categoria. Uma pesquisa cujos resultados têm cor e tamanho ganha essas caixas; uma em que nenhum resultado tem cor não as mostra. O raciocínio está em filtros a mais são um sítio onde a venda morre.

O que muda para quem gere a loja

Esta é a metade que não aparece nas capturas de ecrã e é a que decide se um módulo de pesquisa vale o que custa.

A pesquisa passa a produzir uma lista de trabalho. Os termos que voltaram vazios aparecem classificados por tipo de problema e ordenados pela estimativa do que se recupera por mês, e cada um traz a ação ao lado: um sinónimo, um campo do produto por corrigir, uma decisão de compras. É o assunto de as pesquisas sem resultado são a lista de compras que ninguém lê.

Há também três sinais opcionais que a loja pode partilhar, e que mudam o que o painel consegue dizer:

  • o volume de vendas por produto, que alimenta a ordenação por mais vendidos e a deteção de produtos que vendem bem mas nunca aparecem nos resultados;
  • o preço de custo, que põe margens nas analytics em vez de só receita;
  • as encomendas, que ligam a pesquisa à receita atribuída.

Nenhum destes é obrigatório, e a partilha liga-se e desliga-se na configuração do módulo. Mudar a de vendas ou a de custo pede uma reindexação completa, e o módulo avisa quando é o caso.

Instalar o módulo de pesquisa no PrestaShop

Os passos exatos estão no guia de instalação, e não vale a pena duplicá-los aqui. O que vale a pena é a forma, porque é ela que responde à pergunta que toda a gente faz primeiro, que é quanto risco isto tem.

  1. Emitir uma chave de API no painel. Aparece uma única vez, e é revogável sem ser apagada, o que significa que um engano se desfaz. Ver chave de API.
  2. Instalar o módulo e colar a chave. Instalar não muda nada para os visitantes.
  3. Reindexar. Em catálogos grandes o botão pode esbarrar no tempo máximo de execução do PHP, e para esses casos há um comando de linha que não tem esse limite. Ver como o catálogo é indexado e reindexar o catálogo.
  4. Experimentar sozinho. A caixa de IPs de depuração faz o layer aparecer só a quem estiver na lista, o que permite testar na loja em produção sem ninguém dar por isso.
  5. Ligar o layer quando estiver tudo a gosto.

O ponto quatro é o que costuma surpreender pela positiva, e tem um reverso que convém saber de cor: enquanto houver endereços nessa caixa, mais ninguém recebe o layer. Se um dia a pesquisa parecer ter desaparecido da loja, é o primeiro sítio onde olhar.

Prós e contras de trocar a pesquisa nativa do PrestaShop

A favor Contra
Não se mexe no tema, e por isso uma atualização do tema não parte a integração Passa a haver uma dependência externa que a pesquisa nativa não tinha
A indexação acompanha o catálogo sem ninguém carregar em botões A sincronização periódica exige que um endereço da loja esteja acessível do exterior
As gralhas e o vocabulário deixam de ser uma lista mantida à mão O afinamento passa a viver noutro painel, e não no back-office da loja
Aparece um relatório do que os clientes procuram e não encontram Um relatório que ninguém lê não vale o que custa
Desinstalar devolve tudo ao estado anterior O índice do lado de fora fica, e é preciso pedir para o apagar

A primeira linha da coluna da direita é a objeção séria, e não tem resposta que a anule. A resposta possível é a da última linha da esquerda: a saída está sempre lá, desinstalar limpa a configuração local e a pesquisa volta a ser a da plataforma na mesma hora.

Versões do PrestaShop suportadas

O módulo de pesquisa declara compatibilidade a partir do PrestaShop 1.7.6.0 e sem limite superior fixo, o que inclui a linha 8 e a linha 9. Não exige tema específico nem obriga a migrar de versão.

Em temas com pesquisa própria no telemóvel, é normal ser preciso indicar também que botões abrem a pesquisa e o que esconder enquanto ela está aberta. São campos de texto na ficha da loja, não alterações ao tema.

Perguntas frequentes

O que faz um módulo de pesquisa para PrestaShop?

Substitui a pesquisa nativa da plataforma por um motor próprio, que passa a responder à barra que o tema já tem. Na prática troca três coisas: o índice, que deixa de ser reconstruído à mão e passa a acompanhar o catálogo; o tratamento das gralhas e do vocabulário, que deixa de ser uma lista de aliases escrita a cada erro; e os relatórios, porque a pesquisa nativa não tem nenhum. O tema, o carrinho e a estrutura do catálogo ficam como estavam.

Como melhorar a pesquisa do PrestaShop sem trocar de módulo?

Há três coisas que se fazem sem instalar nada, e vale a pena fazê-las antes de decidir. Reconstruir o índice em Parâmetros da loja, porque contas desencontradas entre produtos e produtos indexados explicam muitos «não encontra». Baixar o comprimento mínimo das palavras, se o catálogo tiver referências curtas. E escrever aliases para os erros de escrita mais frequentes, que se descobrem nos registos de pesquisa. Se depois disto os clientes continuarem a não encontrar, o problema é de vocabulário e de relevância, e aí nenhuma configuração o resolve.

O módulo do Buskara altera o tema do PrestaShop?

Não altera templates, CSS nem a estrutura do catálogo. Acrescenta uma tag de script às páginas e passa a responder à barra de pesquisa que o tema já tem. Se o seletor por omissão não apanhar essa barra, indica-se outro num campo de configuração.

Com que versões do PrestaShop funciona?

A partir da 1.7.6.0, sem limite superior declarado, o que inclui as linhas 8 e 9. Não é preciso mudar de tema nem de versão para instalar.

Posso experimentar sem os clientes verem?

Pode. A configuração do módulo tem uma caixa de endereços IP de depuração: com o seu endereço lá dentro, o layer aparece só a si, mesmo na loja em produção. Enquanto essa caixa não estiver vazia, mais nenhum visitante o recebe.

O que acontece se desinstalar o módulo?

A configuração local é limpa e a loja volta a usar a pesquisa da plataforma. O índice do lado do Buskara continua a existir, apenas deixa de ser alimentado pela loja.

O catálogo é sincronizado de quanto em quanto tempo?

Alterações a produtos, incluindo stock, são empurradas no momento em que se gravam. Além disso há uma sincronização periódica pedida do exterior, e um botão de reindexação completa para quando se quiser forçar. Em catálogos grandes, a reindexação completa deve correr pela linha de comandos.

Vale a pena se a loja é pequena?

Nem sempre, e não custa nada dizê-lo. Num catálogo pequeno com vocabulário estável, a pesquisa nativa e uma lista curta de aliases costumam chegar. O caso para trocar aparece quando o catálogo cresce, quando os clientes usam palavras diferentes das do catálogo, ou quando a lista de aliases deixou de ser mantida há um ano. Os planos começam no tamanho de loja onde essa conta ainda faz sentido.

O módulo partilha dados de clientes?

O catálogo é sempre partilhado, porque é o que se indexa. Volume de vendas, preço de custo e encomendas são três sinais opcionais, com interruptor próprio, e servem respetivamente a ordenação por mais vendidos, as margens nas analytics e a receita atribuída à pesquisa. Ficam desligados até alguém os ligar.

Pesquisa Catálogo prestashop

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Daniel Silva

Escreve sobre pesquisa e descoberta de produto no blog do Buskara.

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