Em resumo
- O módulo faz três coisas: liga a loja à conta, mantém o catálogo indexado, e injeta uma tag de script. Não altera o tema nem a estrutura do catálogo.
- A barra de pesquisa do tema fica onde está. Muda quem responde a ela, e isso é uma linha de configuração, não um redesenho.
- Instalar não muda nada para os visitantes. O layer só aparece quando é ligado, e dá para o experimentar em produção só para um endereço IP.
- Compatível com PrestaShop 1.7.6 e superior, incluindo a linha 8 e a linha 9.
- Desinstalar limpa a configuração local e devolve a pesquisa à plataforma. Não há nada preso.
Instalar um módulo de pesquisa no PrestaShop tem má fama, e com razão. Costuma envolver mexer no tema, aprender uma linguagem de templates que não é a da plataforma, e descobrir três meses depois que uma atualização partiu a integração.
O módulo do Buskara foi desenhado para não ser isso. Substitui a pesquisa do PrestaShop sem tocar num único ficheiro do tema, e este artigo explica o que ele faz, o que não toca, e o que muda depois de estar ligado.
O que o módulo de pesquisa faz, e o que não toca
Três coisas, e nada mais:
- Liga a loja à conta. Um clique em Ligar ao Buskara e a loja apresenta-se: endereço, versões, lojas, línguas e moedas. Recebe de volta o seu identificador e um motor de pesquisa por cada combinação de loja, língua e moeda. Não há nada para criar à mão do lado de cá.
- Mantém o catálogo indexado. Guardar, apagar ou mudar o stock de um produto empurra a alteração na hora. Para além disso há uma sincronização periódica e um botão de reindexação completa.
- Injeta uma tag de script. Uma só, em cada página, e apenas quando o interruptor do layer estiver ligado.
O que fica exatamente como estava importa tanto como o que muda:
| Fica na loja | Passa a correr fora dela |
|---|---|
| O tema, os templates e o CSS | O índice de pesquisa e a correção de erros |
| A estrutura do catálogo, atributos e stock | As regras de merchandising e os sinónimos |
| O carrinho e o processo de compra | O assistente e os relatórios |
| As encomendas e os dados dos clientes | As contagens por faceta e a ordenação |
A barra de pesquisa do tema do PrestaShop não é substituída nem movida. Continua no mesmo sítio, com o mesmo aspeto; o que muda é quem responde quando alguém escreve nela. Se o seletor por omissão não apanhar a barra de um tema menos convencional, ajusta-se num campo de texto, e o assunto está tratado em aparência e integração no tema.
A pesquisa que vem com o PrestaShop
Antes de dizer o que muda, convém ser justo com o que já lá está, e a melhor fonte para isso é a documentação da própria plataforma.
A pesquisa nativa do PrestaShop é um índice de palavras que se configura em Parâmetros da loja. A documentação oficial descreve as peças: define-se o comprimento mínimo das palavras que entram no índice, recomenda-se limitar o comprimento máximo a 15 caracteres para a pesquisa aproximada se manter rápida, e o índice pode ser reconstruído a partir do back-office quando as contas não batem certo.
Para as gralhas, a plataforma oferece aliases: uma lista onde se escreve a palavra com erro e a palavra correta a que ela deve apontar. É uma solução honesta e funciona. O que ela pede é que alguém se lembre de cada erro antes de um cliente o cometer.
É aí que está a diferença de fundo, e não é uma questão de qualidade de código:
| Pesquisa nativa | Com o módulo | |
|---|---|---|
| Gralhas | Lista de aliases escrita à mão, erro a erro | Tolerância automática, que cresce com o comprimento da palavra |
| Vocabulário diferente | Aliases, também à mão | Sinónimos, com sugestões tiradas das pesquisas que falharam |
| Índice | Reconstrói-se a partir do back-office | Acompanha o catálogo em tempo real |
| Pesquisas sem resultados | Não há relatório próprio | Lista classificada por tipo de problema |
| Perguntas que não são produtos | Sem resposta | Conteúdo indexado, base de conhecimento, redirecionamentos |
| Custo | Já está pago | Plano mensal |
A última linha é a mais importante da tabela e não deve ser escondida. A pesquisa nativa não custa nada e, numa loja com duzentos produtos e um vocabulário estável, costuma chegar perfeitamente. O caso para a trocar aparece quando o catálogo cresce, quando o vocabulário do cliente se afasta do vocabulário do fornecedor, ou quando ninguém tem tempo para manter uma lista de aliases.
O que muda para quem compra
A parte visível é a que se descreve em duas linhas: a pesquisa responde enquanto se escreve, e responde a mais coisas.
Escreve-se mal e encontra-se na mesma. A tolerância a gralhas é automática e proporcional ao comprimento da palavra, o que evita o problema clássico de corrigir de mais: «anel» e «anal» distam uma letra e não são a mesma pesquisa, por isso em palavras curtas não se tolera nada. A mecânica está em porque é que a correção de erros não pode ser silenciosa.
Descreve-se em vez de nomear. «Uma coisa para pendurar bicicletas na garagem» não tem nenhuma palavra em comum com a ficha do produto. É a categoria de pesquisa que os catálogos servem pior: no benchmark de pesquisa do Baymard Institute, 43% dos sites avaliados têm problemas com pesquisas por caso de uso e 39% com pesquisas por característica.
Pergunta-se pelo que não é produto. «Quanto tempo demora a entrega» é escrito na caixa de pesquisa com muito mais frequência do que se imagina, e com o conteúdo da loja indexado a resposta aparece nos resultados, num bloco à parte que não rouba lugar aos produtos.
A coluna de filtros sai da pesquisa e não da categoria. Uma pesquisa cujos resultados têm cor e tamanho ganha essas caixas; uma em que nenhum resultado tem cor não as mostra. O raciocínio está em filtros a mais são um sítio onde a venda morre.
O que muda para quem gere a loja
Esta é a metade que não aparece nas capturas de ecrã e é a que decide se um módulo de pesquisa vale o que custa.
A pesquisa passa a produzir uma lista de trabalho. Os termos que voltaram vazios aparecem classificados por tipo de problema e ordenados pela estimativa do que se recupera por mês, e cada um traz a ação ao lado: um sinónimo, um campo do produto por corrigir, uma decisão de compras. É o assunto de as pesquisas sem resultado são a lista de compras que ninguém lê.
Há também três sinais opcionais que a loja pode partilhar, e que mudam o que o painel consegue dizer:
- o volume de vendas por produto, que alimenta a ordenação por mais vendidos e a deteção de produtos que vendem bem mas nunca aparecem nos resultados;
- o preço de custo, que põe margens nas analytics em vez de só receita;
- as encomendas, que ligam a pesquisa à receita atribuída.
Nenhum destes é obrigatório, e a partilha liga-se e desliga-se na configuração do módulo. Mudar a de vendas ou a de custo pede uma reindexação completa, e o módulo avisa quando é o caso.
Instalar o módulo de pesquisa no PrestaShop
Os passos exatos estão no guia de instalação, e não vale a pena duplicá-los aqui. O que vale a pena é a forma, porque é ela que responde à pergunta que toda a gente faz primeiro, que é quanto risco isto tem.
- Emitir uma chave de API no painel. Aparece uma única vez, e é revogável sem ser apagada, o que significa que um engano se desfaz. Ver chave de API.
- Instalar o módulo e colar a chave. Instalar não muda nada para os visitantes.
- Reindexar. Em catálogos grandes o botão pode esbarrar no tempo máximo de execução do PHP, e para esses casos há um comando de linha que não tem esse limite. Ver como o catálogo é indexado e reindexar o catálogo.
- Experimentar sozinho. A caixa de IPs de depuração faz o layer aparecer só a quem estiver na lista, o que permite testar na loja em produção sem ninguém dar por isso.
- Ligar o layer quando estiver tudo a gosto.
O ponto quatro é o que costuma surpreender pela positiva, e tem um reverso que convém saber de cor: enquanto houver endereços nessa caixa, mais ninguém recebe o layer. Se um dia a pesquisa parecer ter desaparecido da loja, é o primeiro sítio onde olhar.
Prós e contras de trocar a pesquisa nativa do PrestaShop
| A favor | Contra |
|---|---|
| Não se mexe no tema, e por isso uma atualização do tema não parte a integração | Passa a haver uma dependência externa que a pesquisa nativa não tinha |
| A indexação acompanha o catálogo sem ninguém carregar em botões | A sincronização periódica exige que um endereço da loja esteja acessível do exterior |
| As gralhas e o vocabulário deixam de ser uma lista mantida à mão | O afinamento passa a viver noutro painel, e não no back-office da loja |
| Aparece um relatório do que os clientes procuram e não encontram | Um relatório que ninguém lê não vale o que custa |
| Desinstalar devolve tudo ao estado anterior | O índice do lado de fora fica, e é preciso pedir para o apagar |
A primeira linha da coluna da direita é a objeção séria, e não tem resposta que a anule. A resposta possível é a da última linha da esquerda: a saída está sempre lá, desinstalar limpa a configuração local e a pesquisa volta a ser a da plataforma na mesma hora.
Versões do PrestaShop suportadas
O módulo de pesquisa declara compatibilidade a partir do PrestaShop 1.7.6.0 e sem limite superior fixo, o que inclui a linha 8 e a linha 9. Não exige tema específico nem obriga a migrar de versão.
Em temas com pesquisa própria no telemóvel, é normal ser preciso indicar também que botões abrem a pesquisa e o que esconder enquanto ela está aberta. São campos de texto na ficha da loja, não alterações ao tema.
Perguntas frequentes
O que faz um módulo de pesquisa para PrestaShop?
Substitui a pesquisa nativa da plataforma por um motor próprio, que passa a responder à barra que o tema já tem. Na prática troca três coisas: o índice, que deixa de ser reconstruído à mão e passa a acompanhar o catálogo; o tratamento das gralhas e do vocabulário, que deixa de ser uma lista de aliases escrita a cada erro; e os relatórios, porque a pesquisa nativa não tem nenhum. O tema, o carrinho e a estrutura do catálogo ficam como estavam.
Como melhorar a pesquisa do PrestaShop sem trocar de módulo?
Há três coisas que se fazem sem instalar nada, e vale a pena fazê-las antes de decidir. Reconstruir o índice em Parâmetros da loja, porque contas desencontradas entre produtos e produtos indexados explicam muitos «não encontra». Baixar o comprimento mínimo das palavras, se o catálogo tiver referências curtas. E escrever aliases para os erros de escrita mais frequentes, que se descobrem nos registos de pesquisa. Se depois disto os clientes continuarem a não encontrar, o problema é de vocabulário e de relevância, e aí nenhuma configuração o resolve.
O módulo do Buskara altera o tema do PrestaShop?
Não altera templates, CSS nem a estrutura do catálogo. Acrescenta uma tag de script às páginas e passa a responder à barra de pesquisa que o tema já tem. Se o seletor por omissão não apanhar essa barra, indica-se outro num campo de configuração.
Com que versões do PrestaShop funciona?
A partir da 1.7.6.0, sem limite superior declarado, o que inclui as linhas 8 e 9. Não é preciso mudar de tema nem de versão para instalar.
Posso experimentar sem os clientes verem?
Pode. A configuração do módulo tem uma caixa de endereços IP de depuração: com o seu endereço lá dentro, o layer aparece só a si, mesmo na loja em produção. Enquanto essa caixa não estiver vazia, mais nenhum visitante o recebe.
O que acontece se desinstalar o módulo?
A configuração local é limpa e a loja volta a usar a pesquisa da plataforma. O índice do lado do Buskara continua a existir, apenas deixa de ser alimentado pela loja.
O catálogo é sincronizado de quanto em quanto tempo?
Alterações a produtos, incluindo stock, são empurradas no momento em que se gravam. Além disso há uma sincronização periódica pedida do exterior, e um botão de reindexação completa para quando se quiser forçar. Em catálogos grandes, a reindexação completa deve correr pela linha de comandos.
Vale a pena se a loja é pequena?
Nem sempre, e não custa nada dizê-lo. Num catálogo pequeno com vocabulário estável, a pesquisa nativa e uma lista curta de aliases costumam chegar. O caso para trocar aparece quando o catálogo cresce, quando os clientes usam palavras diferentes das do catálogo, ou quando a lista de aliases deixou de ser mantida há um ano. Os planos começam no tamanho de loja onde essa conta ainda faz sentido.
O módulo partilha dados de clientes?
O catálogo é sempre partilhado, porque é o que se indexa. Volume de vendas, preço de custo e encomendas são três sinais opcionais, com interruptor próprio, e servem respetivamente a ordenação por mais vendidos, as margens nas analytics e a receita atribuída à pesquisa. Ficam desligados até alguém os ligar.
Was this article useful?
Obrigado pela resposta.
Daniel Silva
Escreve sobre pesquisa e descoberta de produto no blog do Buskara.
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